Teoria da desmistificação da canalhice masculina

Outra teoria. Esta, no entanto, é resultado de uma constatação cotidiana e não uma revolta súbita ocasionada por algum vilão da profissão. A teoria a seguir é apenas uma reflexão dos processos nos relacionamentos humanos, uma nova ótica diante de um tema em que um pensamento consolida-se através dos tempos. Não sei a razão.

Reflita sobre as situações abaixo

Situação 1: Estamos só e desiludidas. Carentes. Eles chegam eufóricos, almejando tudo em uma só noite. Mas nós não queremos nada (ou fingimos não querer, afinal estamos sentidas com as constantes desilusões). Não resistimos e nos envolvemos, temos vontades também. Nos encantamos e a seguir nossos corações e hormônios se alteram, a paixão, “ui”, novamente nos toma o corpo, mente e coração. Agora nós os queremos e eles estranhamente se afastam, e brevemente nos largam sem imaginar a dor causada. Uma semana depois, estão na cama com qualquer “depravada” por aí.

Conclusão: Homem é canalha.

Situação 2: Percebemos, em meio a milhares, uma mulher linda, única. Um tanto quanto senhora de si, é verdade, feliz por distribuir nãos e negativas, como se quisesse devolver ao mundo suas frustrações. Mas é fato, é linda. Ainda sim, valorizamos sua atitude. Decidimos tentar e depois de um longo período entre “nãos” e “talvez”, conquistamos um “sim”. Inacreditavelmente somos surpreendidos por um sentimento diferente que nos incita loucuras, mas elas se mostram irredutíveis, sem motivos se engradecem diante de nossa fragilidade. Incompreensível, afinal reciprocidade é tudo. Chega, então, a fase do desencanto e nos afastamos, aí elas (estranhamente) se reaproximam, se tornam impulsivas e controladoras. Buscando tão somente sermos felizes, logo, rompemos. Infelizes, uma semana depois estamos nos braços de alguém que aceita nos ouvir um pouco.

Conclusão: Homem também tem coração.

Se você, homem, trabalha, trabalhou ou convive em um ambiente cuja população é preenchida, na sua maioria, por mulheres sabe o que digo. Vale ainda ressaltar que caso a proporção não seja assim tão exagerada, é prudente pensar que a agudez da voz, a incrível habilidade de falar simultaneamente múltiplos assuntos e a emblemática TPM fazem delas predominantes em qualquer ambiente. Basta existir mais de 1 mulher e elas já serão maioria.

Se você, mulher, obviamente não concorda, quero dizer que trata-se apenas de uma nova forma de pensar.

Não objetivo questionar condutas ou minimizar possíveis desilusões, peço apenas que, assim como eu, tente avaliar as situações em outros ângulos.

Assim, mirando o alto do meu egocentrismo, peço compreensão dos estudiosos e teóricos, perdoem-me por uso inadvertido e tão superficial da antropologia.

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