Dá um jóia aí.

O Natal também quer presente: criatividade grita o bom velhinho.

Papais Noéis pulverizados em todos os shoppings, cartões de natal e mensagens empobrecidas pela repetição centenária de seus conteúdos, luzes que piscam rumando ao brilho eterno da falta de criatividade, dezembros iguais os de 1965, 50 e 2010. E não me venham dizer que é assim que todo mundo aprecia, porque isto seria questionar a evolução humana ou não? Pergunto, ainda, se alguém já se arriscou a pensar diferente, a agir na direção contrária? Não acredito em nada que não possa ser alterado, reinventado. Não escrevo com a pretensão de dizer que serei eu a reinventar o natal, e proporcionar ao bom velhinho a inovação que ele e sua esposa, lá no pólo norte, tanto anseiam. Mas alguém, talvez um ser iluminado por todos os pisca-piscas mal adaptados, contaminado pelo vírus da positividade e talento, repleto do puro sentimento natalino do Santo Panetone remará em mares turbulentos, sendo precursor de mensagens e conteúdos alternativos, pioneiro e “reinventor” da arte de “natalinizar”.

Ah, se é para ser festa religiosa, que seja. Se não, se é propaganda também, que me permitam o prazer da liberdade de expressão pura e simples. O que disse acima reflete apenas um pensamento MEU sobre ESPÍRITO COMERCIAL que domina parte da festa. Não quero me envolver na religiosidade e tradicionalismo. A mim, apenas o debate mercadológico, estratégico e criativo. E se é para ser criativo, como todos admitem ser nesta época, Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

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