05.06Sou a favor das cotas. Sou a favor da igualdade.

Criativos leitores, discordem de mim. Eu assumo minha preferência pelos antagonistas e não afirmo isso apegado no prazer orgástico em ser contrariado gratuitamente, mas porque aprecio os dissonantes, em especial os que propõem novas reflexões. Afirmo: sou a favor das cotas universitárias destinada aos negros. Sim, eu milito, ou melhor, discurso, em favor da causa que indeniza, ainda que minimamente, quem vivenciou e vivencia na pele a expressão pura da desigualdade. Revendo e repensando o histórico-cultural dos negros no Brasil, considero justa, apesar de ínfima, a ação do governo em “facilitar” o acesso ao ensino superior aos que foram explorados e tolhidos em seu orgulho e dignidade. Recuperá-la é obrigação da nação que defende a ordem e o progresso. É inimaginável, porém real, admitir que melanina desprestigia homos sapiens idênticos e imputa dosagens de esforço exponencialmente maiores a uns. E pior do que isso, é saber que os delituosos e exploradores são contrários a qualquer tentativa do estado em os tornarem semelhantes.
Opressores do passado, criativos leitores, levantam a bandeira da igualdade e exigem que os explorados sejam tratados como iguais, como se séculos de descrédito e desumanidade fossem apagados em uma prova de vestibular. E aqui eu não trato de diferenças intelectuais, até porque, ao julgar a meritocracia social e a simples comparação entre conquistas e oportunidades, os explorados ingressam melhor no novo século. Pressupondo um não entendimento claro da frase anterior, visto que admito a igualdade intelectual dos negros, então qual seria a necessidade do estímulo externo para objetivos educacionais similares? Simples, não esqueço a desumanidade coercitiva do passado e patrocino, em palavras, a reparação. Não posso conviver com o provincianismo e a acomodação, porque, embora as capacidades sejam iguais, as oportunidades ainda não são. E se são igualitárias as capacidades, por que, mesmo exploradores, pessoas possam gozar de caminhos menos complexos?
É premissa básica do estado garantir hoje o que foi retirado dos negros. Toda e qualquer mudança compreende escolhas, renúncias e reações, mas o núcleo que orienta a contemporaneidade da questão é a necessidade da não omissão do país em assegurar o princípio constitucional de que todo brasileiro é igual perante a lei. E, sinceramente, criativos leitores, você acredita que seja? Negros e brancos são de fato iguais em nosso país? E por fim, pergunto aos que consideram mais coerente um sistema de cotas fruto de análises sociais e econômicas, que por consequência garantiria aos negros benefícios indiretos, se é justo beneficiar indiretamente os que foram tão diretamente humilhados?
Abs;

achho injusto vc ser desclassificado nas cotas…..mas acho justo tbm que as pessoas de baixa renda tenham direito a universidade….poderiamos propor uma medida ao governo…seria uma soluçao pros dois lados da sociedade….os candidatos que tem condições dde pagar faculdade…..poderiam entrar na instituição federal em tropca de esse mesmo aluno adotar um aluno que nao tenha condioçes de pagar uma faculdade.
esse aluno menos favorecido entra numa uiversidade paga.
Qual o motivo….primeiro esta tudo errado no nosso pais….a uiversidades federais e estaduais são publicas…pela lojiga é destinados a quem estuda em escola publica mas so vemos pessoas que tem estrutura de pagar uma faculdade….nas vagas de quem deveria estar…..e os outros açunos que tem um ensio de pior quaidade nas publicas…nao conseguem concorrer as federais…esse aluo vai tentar pagar….eçe trabalha…..de dia pra estudar a noite…
concordo que as cotas devam permanecer um periodo ate quado a sociedade ficar em niveis compativeis….depois pode voltar por merito….
February 6th, 2010 at 1:17 am