Eu sei que o Gui, já falou do show do Roupa Nova aqui, mas esse que eu fui é um pouco melhor.
A minha odisséia até o show do AC/DC começou no dia 1 de outubro, as 00:00 hrs quando eu e mais 4 amigos, esperávamos de prontidão em frente ao computador, esperando conseguir comprar os ingressos. Uma hora de dor de cabeça até o momento que eu finalmente consegui concluir a compra de 5 ingressos para pista. Mas a maratona pelo ingresso não parou por aí, a Ticketmaster e seu sistema ridiculamente ineficaz, não enviou nem uma confirmação de cobrança ou de qualquer problema, durante os seguintes 15 dias, até quando finalmente o valor dos ingressos foi debitado do cartão de crédito que usamos. Mais alguns dias de paranóia e sofrimento e os ingressos chegaram - exatamente 22 dias depois da compra.
A primeira etapa estava concluída, tinhamos os ingressos, pagamos a excursão e daí até o dia 26, o dia em que partiríamos para São Paulo, não parei de ouvir os discos do AC/DC.
Chegou o dia da partida, juntamos os amigos, algumas garrafas de Jack Daniels, e após um “esquenta” bem divertido fomos para a Praça da Liberdade para pegar o ônibus.
A excursão foi bem bacana, apesar de ter durado 4 horas a mais do que o esperado devido ao trânsito de São Paulo, e um infeliz ter levado um DVD do Bob Esponja que ficou em loop por quase uma hora.
Chegando em São Paulo, descemos do ônibus e depois de um intragável cachorro quente com todo tipo de queijo artificial possível fomos procurar o nosso portão, e já entramos em uma fila gigantesca.

Algumas horas na fila e finalmente entramos no Morumbi, a chuva já havia caído forte umas 2 vezes, mas consegui ficar um pouco seco devido a uma “capa de chuva” que comprei de um ambulante por 5 reais.

Entramos e já fomos direto para perto do palco, encontramos um bom lugar, nos sentamos e esperamos por cerca de 5 horas até o primeiro show começar.

Com o passar dessas horas, pontualmente as 8:30 e algumas águas de 5 reais depois, Nasi sobe no palco e começa a tocar, e após umas 6 músicas sai do palco, e os roadies do AC/DC preparam o palco para o show.
As luzes se apagam, um vídeo alucinante de um trem em alta velocidade começa passar e ao final dele ao se chocar, o telão se abre revelando uma incrível locomotiva, seguido da banda tocando Rock’n Roll Train.
Brian dá uma pausa entre as músicas e brinca “Não falamos bem ‘brasileiro’ (sic), mas falamos rock n’ roll”. A segunda música tocada é Hell Aint a Bad Place to Be, que mesmo não sendo uma das minhas preferidas, mas ao começar Back In Black, o público vai ao delírio e a minha tentativa de filmar a música foi imediatamente impossibilitada pela galera e até por mim pulando como loucos.
A medida que o show foi correndo, eu fui ficando mais cansado e sem energia pra pular. Mas ao tocarem as minhas preferidas, eu acabava pulando do mesmo jeito. O show foi correndo com destaque especial para Dirty Deed Done Dirt Cheap e Thunderstruck, finalmente chegou a hora de Hells Bells. O sino gigante desce e Brian Joh
nson toma distancia na passarela, vem correndo e pula na corda presa no badalo do sino, balança por alguns segundos enquanto a introdução da música começa, Brian desce do sino e começa a cantar. Achando que teria tempo pra respirar, começa Shoot To Thrill, uma das minhas músicas preferidas, guardei a câmera e comecei a pular junto co
m a multidão eufórica.

Após a música War Machine - última do álbum “Black Ice”, começa a sequência de clássicos; Dog Eat Dog, You Shook Me All Night Long (cantada em uníssono), T.N.T. E na chamada de Whole Lotta Rosie, Brian brinca falando “Trouxemos uma antiga namorada para o show de hoje”, e uma gigante e gorda Rosie inflável, de luvas, sutiã e cintas-liga vermelhas, toma forma montada na locomotiva do Rock’n Roll Train e “galopa” em cima da locomotiva durante a música, batendo o pé no mesmo ritmo. Para o fechamento, a fantástica música Let There Be Rock que foi ilustrada por um clipe de fotos de
toda a carreira do AC/DC, encerrada por um incrível solo de Angus Young de quase 20 minutos! A banda sai de palco, mas o público continua firme. Poucos minutos depois, a banda volta ao palco ao som de Highway to Hell, destruindo o que sobrou do público.

Os canhões aparecem e Angus começa os primeiros acordes de For Those About to Rock, que acaba sendo sem dúvidas a melhor música do show, encerrado com fogos de artifício.
Depois de meia hora para conseguir sair do Morumbi, voltamos para o ônibus, que demorou 2 horas pra aparecer. E esse foi só o começo dos nossos problemas, o ônibus teve que ser empurrado, e quando estávamos próximos de BH, acabou o combustível. Mais algumas horas parados e finalmente conseguimos chegar em casa.

Apesar de todos os problemas, valeu cada hora perdida na viagem e nas ligações para a Ticketmaster.
Sem dúvidas, o show da minha vida.
>>Este post foi escrito por Daniel








