10.13De Roupa Velha
Para reparar o castigo que impus aos meus ouvidos no último domingo, resolvi escrever sobre como é ruim o show do Roupa Nova. Que a música era ruim o meu bom senso já havia identificado desde a primeira vez que os ouvi. Mas o show consegue ser pior. Sim, porque além de termos que ouvir letras idiotas, algumas óbvias outras sem nexo, tivemos que ouví-los conversando com a gente, o público. Putz, como os caras conseguem ser ruins até na hora de falar. Chamavam a gente de “maravilhosos”. Quando eles citaram os Beatles, aí nasceu uma revolta em mim. Claro, porque se eles têm os Beatles como referência tanto na música como nas letras, eles deturparam o bom gosto e estão fazendo John e George se revirarem no túmulo cada vez que eles pronunciam o nome da banda de Liverpool. E o melhor pior, foi quando disseram que alugaram o Abbey Road 2 para gravar, acho que o disco novo deles. Deveria ter na portaria do Abbey Road um cara para escutar as músicas da banda que chega afim de alugar o estudio eternizado pelos Beatles. No caso do Roupa Nova, esse carinha da portaria já os mandaria de volta para casa.
Foi um feriado regado por shows sertanejos, estilo muito pouco admirado por mim. Constatei algo interessante nessa bateria de shows. O guitarrista do Zezé de Camargo e Luciano toca mais rock n´roll que qualquer um do Roupa Nova. Vi alguns solos de guitarra no show do Zezé (sim, abreviação mais comum entre os fãs) que mostram a revolta do cara ter que fazer aquilo por dinheiro. As referências são várias. Os caras intercalam, meio que subliminarmente, riffs de grandes bandas de rock. Já o Roupa Nova, quando voltou ao palco depois de a galera gritar “Volta, volta” e eu “Vai embora, vai embora, por favor meu Deus me ajude”, começou a cantar alguns sucessos internacionais. Eles conseguiram fazer algo pior que o Emerson Nogueira, aquele cover profissional.
Para não dizerem que é exagero meu, resolvi colocar aqui um clipe que vi no telão do show e cantado por aquele carinha do Roupa Nova que toca com uma guitarra da Hello Kitty. Sim, não estou brincando, Hello Kitty. Vai abaixo, quem quiser não precisa assistir. Mas se for, faça direito e ligue o audio.
É impressionante como eles não conseguem fazer nada que preste, mesmo tendo viajado milhas e milhas para a Inglaterra, sob a inspiração que Londres e o Abbey Road proporcionam.
Gostaria, para finalizar, de copiar um texto que li no site deles hoje.
“Estava criada a mais consagrada banda brasileira, que mantêm quase trinta anos de sucessos ininterruptos, os mesmos componentes e os mesmos sonhos, unindo três gerações de fãs no gosto por sua música, simples, mas densa e popular, embora sofisticada”>>Este post foi escrito por Guilherme








